A pecuária baiana vive um momento de ouro. Em 2024, o estado registrou os maiores índices dos últimos 50 anos na criação de gado e na produção de ovos, consolidando-se como uma das principais forças do agronegócio brasileiro. Os dados, divulgados pelo IBGE através da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), foram apresentados em reunião com representantes de instituições estratégicas do setor.
O rebanho bovino da Bahia atingiu a marca de 13,7 milhões de cabeças, enquanto a produção de ovos ultrapassou 127,7 milhões de dúzias — números que refletem o crescimento contínuo da atividade. Pelo quarto ano consecutivo, a bovinocultura baiana avançou, com aumento de 3,5% em relação a 2023. Santa Rita de Cássia lidera o ranking estadual, seguida por Itamaraju e Itanhém.
Na avicultura, o destaque vai para Eunápolis, que produziu 27 milhões de dúzias de ovos, com crescimento de 11,5% no ano. Barreiras e Entre Rios completam o pódio da produção estadual. O avanço é atribuído à expansão da produção de grãos, essencial para a alimentação animal, e à chegada de novas empresas que impulsionam a cadeia produtiva.
Segundo o secretário estadual da Agricultura, Pablo Barrozo, os resultados refletem o potencial da Bahia, que reúne condições climáticas, territoriais e políticas favoráveis ao desenvolvimento do setor. Já João Paulo Caetano, da SEI-BA, destacou que a pecuária representa até 30% do PIB agropecuário baiano, contribuindo significativamente para as exportações e geração de empregos.
A reunião contou com a presença de órgãos como Seagri, SEI-BA, Adab, SDR, Mapa, Conab, Faeb/Senar e Sebrae-BA, reforçando o compromisso institucional com o fortalecimento da agropecuária. Com os números em ascensão e a estrutura cada vez mais integrada, a Bahia se firma como um dos pilares do agronegócio nacional.