A cantora Ludmilla se manifestou nas redes sociais após o apresentador Marcão do Povo registrar uma queixa-crime contra ela, em mais um capítulo do caso que envolve a acusação de racismo feita pela artista contra o jornalista.
Em publicação no X (antigo Twitter), neste domingo (28), Ludmilla demonstrou indignação: “Só no Brasil uma pessoa que chamou a outra de macaca em rede nacional pensa em abrir um inquérito criminal contra a vítima”.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, Marcão solicitou a retirada de um vídeo publicado pela cantora, alegando que o conteúdo ultrapassa os limites da liberdade de expressão e desqualifica uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
No vídeo, Ludmilla rebate uma declaração feita pelo apresentador no SBT, em que ele afirma ter sido absolvido da acusação de racismo. A artista contesta essa versão e sustenta que a Justiça reconheceu o crime, embora não tenha havido punição: “Ele não foi inocentado. Ele usou uma manobra para se livrar das consequências. A Justiça reconhece o racismo que ele cometeu contra mim, mas ele não vai pagar nada por isso”.
O caso teve início em janeiro de 2017, quando Marcão, então apresentador do Balanço Geral DF, da Record, se referiu a Ludmilla como “pobre macaca” durante um comentário ao vivo. A declaração gerou ampla repercussão e levou à acusação de racismo.
A queixa-crime foi registrada em Barueri, na Grande São Paulo, e a polícia já instaurou um inquérito para apurar o caso. Marcão argumenta que as falas da cantora configuram imputação objetiva de conduta criminosa, e não apenas uma crítica genérica.