O cão comunitário Orelha, conhecido por sua docilidade e presença constante na Praia da Brava, em Florianópolis, foi vítima de agressões no dia 4 de janeiro e precisou ser eutanasiado no dia seguinte devido à gravidade dos ferimentos. O episódio provocou forte repercussão nas redes sociais e mobilizou moradores e defensores da causa animal.
A Polícia Civil identificou quatro adolescentes como principais suspeitos, sendo que dois permanecem na cidade e outros dois estão nos Estados Unidos em viagem previamente programada. A investigação contou com depoimentos de testemunhas e análise de registros da região.
Além dos menores, três adultos — dois pais e um tio de um dos adolescentes — foram indiciados por coagir uma testemunha, um vigilante de condomínio que possuía foto relevante para o inquérito. Por segurança, o trabalhador foi afastado de suas funções. Até o momento, 22 pessoas já foram ouvidas no processo que apura o crime de coação, mas a Justiça não autorizou a apreensão de aparelhos eletrônicos dos investigados.
Outro episódio também está sob apuração: os adolescentes teriam tentado afogar o cão Caramelo, companheiro de Orelha, levando-o ao mar. O animal conseguiu escapar, mas há imagens e relatos de moradores que confirmam a ação.
Orelha, descrito como brincalhão e afetuoso, era considerado um mascote da comunidade e querido por turistas e frequentadores da praia. Sua morte trouxe indignação e reforçou o debate sobre a necessidade de punições mais severas em casos de maus-tratos contra animais.