Brasil Política
Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após ser citado em investigação da Polícia Federal
Decisão foi tomada em comum acordo com o presidente Lula; senador afirma que foco será esclarecer acusações e atuar nas eleições de 2026
24/06/2026 21h43
Por: Redação Fonte: Notícias no Ar
Divulgação/Agência Senado

O senador baiano Jaques Wagner anunciou nesta quarta-feira que deixará a liderança do governo federal no Senado. A decisão ocorre poucos dias após o parlamentar passar a figurar entre os investigados na nova fase de uma operação da Polícia Federal que apura um suposto esquema de irregularidades financeiras envolvendo o Banco Master.

O afastamento foi definido após uma reunião realizada no Palácio da Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro durou cerca de duas horas e terminou com o entendimento de que Wagner deixaria temporariamente a função de líder do governo na Casa Legislativa.

Em manifestação pública divulgada por meio das redes sociais, o senador afirmou que a decisão foi construída em conjunto com o presidente e destacou que pretende concentrar seus esforços na defesa pessoal diante das investigações em andamento.

Segundo Wagner, o momento exige dedicação integral para esclarecer os fatos e demonstrar sua inocência. O parlamentar também ressaltou que continuará atuando politicamente em apoio aos projetos eleitorais do grupo governista para 2026, incluindo as campanhas de reeleição do presidente Lula, do governador baiano Jerônimo Rodrigues e sua própria candidatura ao Senado.

Apesar do afastamento da liderança, o senador seguirá exercendo normalmente o mandato parlamentar. A expectativa agora é que o Palácio do Planalto inicie as articulações para definir quem assumirá a função estratégica de interlocução entre o governo federal e os senadores.

A investigação que motivou a decisão segue sob responsabilidade da Polícia Federal e ainda está em fase de apuração. Até o momento, não houve condenação ou decisão judicial definitiva relacionada ao caso. Wagner nega qualquer irregularidade e afirma confiar que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo.

O movimento é visto nos bastidores políticos como uma tentativa de evitar que o avanço das investigações provoque desgaste adicional à articulação do governo no Congresso Nacional em um período considerado decisivo para a tramitação de pautas de interesse do Executivo.