O número de vítimas fatais provocadas pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela no fim de junho voltou a crescer. De acordo com o mais recente boletim divulgado nesta segunda-feira (6) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, a tragédia já causou a morte de 3.535 pessoas. O levantamento oficial também contabiliza 16.740 feridos e 17.854 pessoas que perderam suas casas em decorrência dos abalos sísmicos. As autoridades venezuelanas ainda não divulgaram um número atualizado de desaparecidos.
Enquanto as equipes de resgate seguem trabalhando nas áreas mais afetadas, o foco da resposta humanitária também se concentra na assistência médica aos sobreviventes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) coordenam a atuação internacional no país, enviando especialistas para apoiar o atendimento às vítimas, avaliar danos e fortalecer a capacidade dos serviços de saúde diante da elevada demanda.
As inspeções realizadas pelas organizações internacionais em hospitais de Caracas e do estado de La Guaira revelaram um cenário preocupante. Dos oito principais hospitais avaliados, três sofreram danos estruturais provocados pelos terremotos, comprometendo parte de sua capacidade operacional.
Segundo a avaliação técnica, todas as unidades inspecionadas necessitam de suporte externo imediato para manter o atendimento aos milhares de feridos, além de garantir o funcionamento dos serviços essenciais nas regiões atingidas. A sobrecarga no sistema hospitalar, somada aos danos na infraestrutura, representa um dos maiores desafios da fase emergencial da resposta ao desastre.
Os terremotos, que figuram entre os mais devastadores já registrados na história recente do país, deixaram um rastro de destruição em diversas cidades, especialmente na faixa litorânea do norte venezuelano. Com o avanço das operações de remoção de escombros, as autoridades alertam que o número de mortos ainda poderá aumentar nos próximos dias, à medida que novas vítimas sejam localizadas.