Trânsito Manifestação
Protesto por construção de retorno bloqueia trecho da BR-324
Agentes da PRF tentam liberar a passagem de ambulâncias e veículos com necessidade de urgência.
21/03/2022 14h55
Por: Redação Fonte: Trbn
Reprodução/TV Subaé

Moradores do povoado de Areal, em Amélia Rodrigues, cidade a cerca de 100 quilômetros de Salvador, interditaram as duas faixas de um trecho da BR-324, na manhã desta segunda-feira (21). O grupo pede que seja construído um retorno para facilitar o acesso à localidade.

No dia 14 de março, os manifestantes fizeram um protesto no mesmo local e o trânsito ficou bastante congestionado.

O ato desta segunda-feira é acompanhado por agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que trabalham para liberar a passagem de ambulâncias e veículos com necessidade de extrema urgência.

Os moradores reclamam que, para sair do povoado de Areal em direção ao centro de Amélia Rodrigues, é necessário passar pela cidade de Terra Nova e fazer a conversão. No entanto, esse percurso passa por um pedágio, o que gera despesas e prejuízo para os motoristas.

"Para sair do bairro para o Centro, temos que ir para Terra Nova, que é o retorno mais ou menos seguro. Tem um [retorno] antes do pedágio, mas não envolve segurança nenhuma", disse um morador identificado como Val.

Projeto para construção

A Via Bahia, concessionária responsável pelo trecho da BR 324, em Amélia Rodrigues, informou que enviou, em 2014, um projeto para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) referente à construção do retorno na via, solicitado pelos moradores. Segundo a companhia, a última versão enviada ao órgão federal foi em agosto de 2020 e até o momento não houve resposta.

Já o projeto para instalação de um retorno no Km 542, também em Amélia Rodrigues, não foi aprovado pela autarquia federal.

Ainda segundo a Via Bahia, esses pleitos integram o processo de revisão previsto no contrato da concessionária. O documento diz que a cada cinco anos as condições contratadas devem ser reavaliadas considerando as necessidades do sistema rodoviário e adequação à realidade econômica do país.

No caso da concessionária, essas revisões deveriam ter acontecido em 2014 e 2019. No entanto, de acordo com a própria Via Bahia, ainda não foram realizadas pela ANTT. 

A concessionária diz que aguarda a revisão quinquenal para iniciar as obras e entregar os retornos para os usuários da rodovia.

Fonte: g1 Bahia.