A Empresa de Turismo da Bahia S. A (Bahiatursa), que operou por 54 anos no fomento ao turismo no estado, fechou as portas após a Assembleia Legislativa aprovar a Reforma Administrativa do próximo governo de Jerônimo Rodrigues (PT).
Para o titular da pasta na Bahia, Maurício Bacelar, a medida é um ato de atualização da dinâmica entre a Bahia e a União.
"A Bahiatursa foi criada na década de 1950 em outros contextos. Até aqui ela cumpriu o seu papel, e o estado se modernizou. Jerônimo entendeu que, não havendo mais necessidade para a existência de uma empresa pública para o fomento do turismo, ele transformou em uma superintendência que vai atuar em regime ordinário dentro da Secretaria do Turismo", disse entrevista com o editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra, no programa Nova Manhã da rádio Nova Brasil FM, desta quinta-feira (15).
"Com Lula no Governo Federal, Jerônimo entendeu que para ter uma proximidade e agilizar certos processos era preciso modernizar a gestão pública na Bahia", acrescentou Maurício Bacelar, ainda revelando que a Bahia lidera o turismo frente ao nacional. "Crescemos mais do que o Brasil em turismo", pontuou.
Passagens aéreas
Recentemente, o CEO do grupo Fera Palace Hotel, Antonio Mazzafera, pontuou também durante entrevida na Nova Brasil FM que o setor hoteleiro ainda sente os impactos da pandemia de Covid-19 e, isso porque, os preços das passagens áreas pesam maior parte no bolso dos viajantes.
O secretário, no entanto, refutou a informação e disse que os índices de ocupação de hotéis na Bahia é inferior apenas em 2% se comparado a 2019, período de pré-pandemia. "É um número muito pouco para se falar em crise. A movimentação nos aeroportos no estado hoje é equivalente a pré-pandemia", falou Bacelar. O gestor ainda disse que o governo do Estado tem atuado para aumentar a competitividade nos aeroportos atraindo novas companhias e, consequentemente, uma rotatividade de preços das passagens.
Segundo ele, essa atuação tem sido na redução do imposto ICMS cobrado sobre o querosene de aviação. "O ICMS cheio é de 18% sobre o combustível de aviação e nós temos uma desoneração que pode chegar a 0% na Bahia. A campanhia Gol, por exemplo, é total. Ela não paga ICMS na Bahia e o querosene de aviação é responsável por 1/3 do custo das companhias", acrescentou o secretário.
"Vivemos no Brasil uma economia de mercado e o governo não deve tabelar preço de mercado nenhum. Então, o que o governo da Bahia tem feito é aumentar o número de opções de companhias aéreas viajando para o estado para que se estabeleça uma concorrência para que as pessoas possam achar passagens compatíveis com o trecho de viagem", concluiu.