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Bahia Polícia

Força Tarefa prende quadrilha formada por PMs que atuam na Costa de Camaçari

Operação aconteceu na manhã desse sábado (17)

17/10/2020 14h19
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Por: Redação Fonte: Notícias no Ar *
Reprodução
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Às 05 horas da manhã do dia 17/10/2020 Força Tarefa da Secretaria da Segurança Pública de Combate a Grupos de Extermínio e Extorsões desencadeou a “Operação Squatter” com vistas ao cumprimento de mandados de prisão temporária expedidos pela Vara do Júri e Execuções Penais da Comarca de Camaçari, contra policiais militares acusados de cometerem diversos delitos na Região Metropolitana de Salvador.

Equipes das Corregedorias Geral da SSP e das Polícias Militar e Civil cumpriram seis mandados de prisão temporária contra oficiais e praças lotados na 59ª CIPM (Abrantes), Rondesp Central e 31ª CIPM (Valéria), além de PMs da reserva. O filho de um dos militares capturados, um ex-policial e um homem que atuava com o grupo completam a quadrilha.

O grupo é suspeito de participar das mortes do soldado PM Ítalo de Andrade Pessoa e do ex-fuzileiro Cléverson Santos Ribeiro, no dia 11 de setembro deste ano, além disso também praticavam grilagem de terras, na Região Metropolitana de Salvador, nas localidades de Barra do Jacuípe e Monte Gordo, colocando moradores para fora de suas propriedades, utilizando-se de violência e ameaças contra aqueles que atrapalham o interesse da milícia.

Durante cumprimentos dos mandados de prisão e de busca e apreensão foram apreendidos quatro pistolas, carregadores, munições, coletes balísticos, 2.549 pinos de cocaína, pedras de crack e um carro com placa adulterada.

De acordo com as investigações, ainda em curso, o Sgt PM da Reserva E. S. S. e PM Ref A. P. L. foram os autores dos disparos que tiraram as vidas de ÍTALO e CLEVÉRSON, e chegaram ao local do crime acompanhados do  1º Ten PM C. A. D. J. S., do Sub Ten PM P. R. P. D. H. e dos dois civis C. S. V. e D. D. D. S.  ficando estes quatro últimos responsáveis pela segurança da dupla de executores.

Ainda conforme o apurado, A. R. G. R., caseiro do local, foi quem acionou o grupo após a chegada de ÍTALO e CLEVÉRSON no terreno disputado pelos “milicianos”.

Já os policiais militares envolvidos estavam empregados no serviço no dia do citado episódio e chegaram ao local a bordo de duas viaturas padronizadas logo após a ação criminosa, acobertando a ação dos envolvidos, deixando que eles evadissem do local do crime, mesmo incumbidos do dever de prendê-los. Ademais, alteraram toda a cena do crime com o fito de forjar uma suposta resistência por parte dos vitimados.

Evidencia-se também do caderno apuratório que, embora tenham encontrado ÍTALO e CLEVERSON ainda com vida, os policias militares se negaram a prestar socorro aos desafortunados, apesar de reiterados pedidos das vítimas, uma delas se identificando como policial militar.

Além das prisões de cinco dos acusados, restando oito foragidos, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços relacionados aos investigados, sendo arrecadados munições de diversos calibres, aparelhos celulares, materiais de informática, coletes balísticos, agentes químicos, documentos relacionados a posse e propriedade de imóveis, diversas armas de fogo e simulacros, certa quantidade de maconha, 2549 pinos de cocaína, uma pedra grande de crack e um carro com placa adulterada.

 *Com informações do site Informe Baiano

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