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Benefícios do INSS acima do mínimo têm reajuste de 5,45%, e teto sobe para R$ 6.433

Correção tem como base a variação do INPC de 2020 e se refelete na tabela de contribuição previdenciária

14/01/2021 06h01
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Por: Redação Fonte: Muita Informação
Agência Brasil
Agência Brasil

O governo oficializou, nesta quarta-feira (13), o reajuste de 5,45% para aposentados e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem acima de um salário mínimo, de acordo com portaria do Ministério da Economia publicada no Diário Oficial da União.

Com o reajuste, o teto dos benefícios do INSS passa de R$ 6.101,06 para R$ 6.433,57.

Pela legislação federal, o índice de reajuste do benefício de aposentados e pensionistas que recebem valor superior ao do salário mínimo é definido pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.

Em 2020, o INPC ficou em 5,45%, conforme divulgou na terça-feira (12) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pela lei, aposentadorias, auxílio-doença, auxílio-reclusão e pensão por morte pagas pelo INSS não podem ser inferiores a um salário mínimo, fixado em R$ 1.100 para 2021. 

O reajuste aplicado ao salário mínimo pelo governo em 2020 (5,26%) ficou abaixo do INPC. Isso significa que, para que não haja perda de poder de compra, o valor do salário mínimo teria de ser reajustado para R$ 1.101,95 este ano.

O Ministério da Economia ainda não se posicionou sobre o assunto. 

 

Exceção à regra

Para quem teve o benefício concedido ao longo de 2020, o percentual de reajuste é diferente. Veja o percentual de reajuste, de acordo com as respectivas datas de início do benefício:

- até janeiro de 2020: 5,45%

- em fevereiro de 2020: 5,25%

- em março de 2020: 5,07%

- em abril de 2020: 4,88%

- em maio de 2020: 5,12%

- em junho de 2020: 5,39%

- em julho de 2020: 5,07%

- em agosto de 2020: 4,61%

- em setembro de 2020: 4,23%

- em outubro de 2020: 3,34%

- em novembro de 2020: 2,42%

- em dezembro de 2020: 1,46%

 

Alíquotas de contribuição ao INSS

O reajuste também se reflete na cobrança da contribuição dos trabalhadores para o INSS. Para empregados com carteira assinada, domésticos e trabalhadores avulsos, a tabela de recolhimento passa a ser:

- 7,5% para até um salário mínimo (R$ 1.100)

- 9% para quem ganha entre R$ 1.100,01 e 2.203,48

- 12% para quem ganha entre R$ 2.203,49 e R$ 3.305,22

- 14% para quem ganha entre R$ 3.305,23 e R$ 6.433,57

 

Os recolhimentos efetuados em janeiro - relativos aos salários de dezembro passado - ainda seguem a tabela anterior.

Vale lembrar que com a Reforma da Previdência, essas taxas passaram a ser progressivas, ou seja, cobradas apenas sobre a parcela do salário que se enquadrar em cada faixa, o que faz com que o percentual de fato descontado do total dos ganhos (a alíquota efetiva) seja menor.

 

* Com informações do Portal G1.

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