Entretenimento Detonou
Ex-diretor da Globo critica Silvio Santos: ‘Santo só no sobrenome’
Considerado ícone da televisão brasileira, o dono do SBT morreu na madrugada de sábado (17)
19/08/2024 12h30
Por: Redação Fonte: Portal Bahia.Ba
Lourival Ribeiro/SBT

Em meio à onda de homenagens ao comunicador Silvio Santos, o ex-diretor da TV Globo, o jornalista Luis Erlanger, fez duras críticas ao fundador do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), ao relembrar a trajetória do empresário. O apresentador dominical morreu na madrugada de sábado (17), aos 93 anos, em São Paulo, após complicações causadas pelo vírus H1N1. 

Fazendo uma espécie de linha do tempo, o profissional de comunicação afirmou que Silvio era “santo só no sobrenome” e considerou o modelo do programa Baú da Felicidade como “picaretagem”, assim como a Tele Sena.  

“No Brasil, morrer vem com anistia automática. E bajulação. […]. O Baú da Felicidade – que ganhou de presente – era uma picaretagem. Lançou a Tele Sena, um modelo de aposta proibido disfarçado de título de capitalização. Sem lastro”, escreveu Erlanger. 

O jornalista ainda reconheceu que Silvio Santos “está no topo na história da nossa televisão”, no que se refere aos programas de auditórios, mas deixou claro a sua preferência por “Chacrinha”. 

O considerado ícone da TV brasileira também tentou uma carreira na vida política em 1989, mas foi barrado pela Justiça Eleitoral. O feito também foi mencionado no texto de Erlanger, bem como o apoio do apresentador à Ditadura Militar. 

“Só não foi candidato à presidência da República porque foi considerado inelegível. Apoiou todos os presidentes e se dizia “office boy de luxo do governo”. De qualquer governo. Como outros magnatas da Comunicação – como Roberto Marinho – apoiou o golpe militar. Mas foi além”, disse. 

“Ele mesmo admitia que ganhou o canal de TV do general-ditador Figueiredo. Nos intervalos, exibia campanhas com o slogan do regime militar “Brasil, ame-o ou deixe-o”. No governo Bolsonaro, voltou com “A Semana do Presidente”, exibido na ditadura”, emendou. 

Para alavancar a audiência da sua emissora, segundo o jornalista, Senor Abravanel, como era o nome de batismo do decano, “furtou o projeto original do BBB e batizou de Casa dos Artistas”. “Tirou um prêmio musical de uma candidata negra, contrariando a escolha do auditório”, relembrou.