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MP-PE não encontra indícios de lavagem de dinheiro por Gusttavo Lima
Em setembro, cantor sertanejo foi indiciado pela Polícia Civil por suspeitas de envolvimento com jogos ilegais e organização criminosa
11/10/2024 16h00
Por: Redação Fonte: Otávio Queiroz/Portal Muita Informação
Reprodução/Instagram/gusttavolima

O Ministério Público de Pernambuco (MP-PE) afirmou, em parecer emitido na última terça-feira (8), que não encontrou provas de irregularidades nas operações financeiras do cantor Gusttavo Lima. A defesa do artista celebrou a manifestação do órgão, que considera a legalidade das ações de Lima e suas empresas.

Em setembro, o cantor sertanejo foi indiciado pela Polícia Civil de Pernambuco por suspeitas de envolvimento em lavagem de dinheiro proveniente de jogos ilegais e organização criminosa. Uma ordem de prisão preventiva chegou a ser ordenada, mas foi revogada no dia seguinte pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. Mesmo com a revogação, as investigações continuaram.

O parecer do MP-PE faz parte de um processo que envolve medidas cautelares patrimoniais contra a empresa de Gusttavo Lima, Balada Eventos e Produções Ltda., e tramita na 12.ª Vara Criminal de Recife. Além disso, o documento foi anexado a outro processo, o habeas corpus do cantor, cujo mérito ainda será julgado. A defesa espera que a decisão provisória que suspendeu a ordem de prisão seja mantida.

Segundo o MP-PE, as provas de lavagem de dinheiro contra Gusttavo Lima são frágeis. Um dos principais indícios seria a transferência de quase R$ 10 milhões pela empresa HSF Entretenimento e Promoção de Eventos (Esportes da Sorte) para a Balada Eventos. No entanto, o órgão esclareceu que os pagamentos se referem à compra de uma aeronave, com a documentação devidamente registrada no processo.

Outro suposto indício seria a apreensão de valores em diferentes moedas no cofre da empresa, mas o MP descartou que a simples apreensão de dinheiro fosse prova suficiente de envolvimento com atividades ilícitas. A defesa de Gusttavo Lima informou que todas as operações realizadas pelas empresas do cantor são transparentes e respaldadas por contratos e comprovantes bancários. Além disso, reforçou que os valores encontrados no cofre são fruto de saques da própria conta da empresa, não tendo relação com jogos ilegais.

As investigações, iniciadas em 2023, miram uma organização criminosa que supostamente usava empresas de eventos, publicidade e outras para lavar dinheiro por meio de jogos de azar ilegais. Entretanto, as suspeitas que ligam Gusttavo Lima a essas atividades foram enfraquecidas pelas conclusões do MP-PE. A Justiça ainda não se pronunciou oficialmente sobre o parecer.