O Natal de 2024 deve movimentar R$ 69,75 bilhões no varejo brasileiro, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O valor representa um crescimento de 1,3% em relação ao ano passado, mas fica abaixo do registrado em 2019, antes da pandemia, quando as vendas chegaram a R$ 73,74 bilhões.
A alta do consumo neste fim de ano é explicada pela melhora da dinâmica econômica, mas o aperto monetário iniciado pelo Banco Central em setembro já começa a impactar o poder de compra dos consumidores. Por isso, o crescimento das vendas é mais moderado em comparação com o ano passado, quando a projeção era de 5,6%.
A necessidade de contratar trabalhadores temporários para atender à demanda do Natal também é menor neste ano. A CNC estima a contratação de 98,1 mil funcionários, 2,3 mil a menos do que em 2023. Essa redução se deve ao crescimento do quadro de funcionários das empresas ao longo do ano, o que diminui a dependência do trabalho temporário.
A desvalorização cambial está pressionando os preços dos produtos natalinos, com um aumento médio de 5,8%. Livros, produtos para a pele e alimentos em geral devem apresentar os maiores aumentos. Por outro lado, bicicletas, aparelhos telefônicos e brinquedos devem ficar mais baratos.
São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul devem concentrar mais da metade das vendas de Natal no Brasil. Paraná e Bahia são os estados com as maiores projeções de crescimento.