Sociedade Tragédia
Adolescente de 13 anos mata avó e fere avô após proibição de usar celular no PR
Caso ocorreu na zona rural de Francisco Beltrão; jovem usou arma do tio para atacar idosos e foi encontrado escondido em milharal
29/06/2025 16h20
Por: Redação Fonte: Notícias no Ar
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Um crime chocante abalou a zona rural de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, na última sexta-feira (27). Um adolescente de 13 anos foi apreendido após atirar contra os próprios avós, matando a avó de 64 anos e ferindo gravemente o avô de 65. O motivo do ataque teria sido uma discussão pelo uso do celular, que lhe foi confiscado pelos avós por conta do acesso a conteúdos inapropriados.

De acordo com a Polícia Civil, o jovem, revoltado com a proibição, arrombou um baú onde estava guardada uma arma de fogo pertencente a um tio. Armado, ele teria entrado no quarto do avô e disparado pelas costas. Em seguida, atacou a avó, efetuando cinco tiros que a atingiram no peito e nos braços, causando sua morte imediata. O avô, mesmo ferido, conseguiu reagir e desarmar o neto em uma luta corporal.

Fuga e captura

Após o ataque, o adolescente fugiu do local, mas foi localizado horas depois pela Polícia Militar, escondido em um milharal nas proximidades. Ele foi apreendido e encaminhado às autoridades. O caso será tratado como ato infracional análogo a homicídio qualificado (pelo motivo fútil) e tentativa de homicídio.

O avô foi socorrido e levado a um hospital da região, onde permanece em observação, mas fora de perigo. Já o corpo da avó foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames.

Impacto e investigações

O caso chocou a comunidade local e reacendeu debates sobre acesso de menores a armascontrole parental e conteúdos violentos na internet. A polícia investiga se o adolescente agiu sozinho e se havia indícios prévios de comportamento agressivo.

Autoridades reforçam a importância do acompanhamento familiar e do monitoramento do uso de tecnologia por crianças e adolescentes, alertando para os riscos da exposição a materiais inadequados. O jovem infrator deve passar por avaliação psicossocial enquanto responde judicialmente pelo ocorrido.