
Em meio a embates acalorados e manobras regimentais, a Câmara dos Deputados aprovou no último dia de validade a medida provisória que amplia a isenção da conta de energia elétrica para famílias de baixa renda. A proposta, que começou a valer em maio por iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ainda depende da aprovação do Senado para não perder efeito.
A votação foi marcada por acusações de chantagem entre oposição, Centrão e base governista, com a medida sendo usada como moeda de troca em negociações envolvendo a PEC da Blindagem. Críticos alegam que o benefício é populista e deveria ser financiado com recursos do Orçamento da União, enquanto apoiadores defendem o impacto social da isenção.
A MP altera a Tarifa Social, garantindo gratuidade para quem consome até 80 kWh e descontos de até 65% para consumos de até 220 kWh. Apesar da aprovação, o clima no plenário foi de tensão, com discursos inflamados e ameaças de obstrução. Agora, o Senado tem a última palavra para garantir que a luz continue acesa para milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade.
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