Sábado, 04 de Julho de 2026
27°

Tempo limpo

Mata de São João, BA

Dólar
R$ 5,17
Euro
R$ 5,91
Peso Arg.
R$ 0,00
Sociedade Políticas

Blenrep é Aprovado pela Anvisa e Revoluciona o Tratamento do Mieloma Múltiplo

Novo medicamento da GSK oferece maior sobrevida e eficácia clínica com tecnologia inovadora e participação brasileira em estudos internacionais

03/11/2025 às 18h48 Atualizada em 03/11/2025 às 19h36
Por: Redação Fonte: Agência Dino
Compartilhe:
Freepik/ Licença gratuita
Freepik/ Licença gratuita

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento Blenrep (belantamabe mafodotina), da biofarmacêutica GSK, para o tratamento de mieloma múltiplo recaído ou refratário. O remédio pode ser usado em combinação com bortezomibe e dexametasona (BVd) ou com pomalidomida e dexametasona (BPd), após pelo menos uma linha de tratamento anterior. Blenrep é o primeiro anticorpo droga conjugado (ADC) direcionado ao antígeno BCMA aprovado para essa condição no Brasil. A tecnologia combina anticorpos monoclonais com agentes citotóxicos, oferecendo ação seletiva contra células tumorais.

Seu mecanismo de ação é multimodal, unindo imunoterapia e terapia-alvo, com resposta rápida e progressiva. A aprovação se baseia nos estudos DREAMM-7 e DREAMM-8, ambos de fase III, com participação brasileira em oito centros de pesquisa. O DREAMM-7 mostrou que Blenrep quase triplica a sobrevida livre de progressão e reduz em 59% o risco de progressão ou morte, além de melhorar a sobrevida global em 42% comparado ao daratumumabe. Já o DREAMM-8 apontou redução de 51% no risco de progressão ou morte em pacientes tratados com BPd.

Eventos adversos oculares foram mais frequentes com Blenrep, mas a qualidade de vida dos pacientes se manteve estável. A descontinuação do tratamento por efeitos colaterais foi de 28% no grupo BVd e 15% no grupo BPd. Especialistas destacam o avanço terapêutico e o impacto positivo da participação brasileira nos estudos. O mieloma múltiplo é o segundo câncer hematológico mais comum no país, com cerca de 7.600 novos casos por ano. A doença é incurável e tende a piorar com o tempo, tornando essencial o acesso a terapias eficazes desde as primeiras recaídas.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Ele1 - Criar site de notícias