
O cantor Ed Motta voltou ao centro de uma polêmica após a divulgação de áudios relacionados ao episódio ocorrido no restaurante Grado, no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro. As gravações, reveladas pela RJTV, mostram que o artista já tinha desavenças anteriores com um funcionário do estabelecimento e utilizou expressões consideradas xenofóbicas ao se referir ao barman.
Em mensagens enviadas ao proprietário do restaurante em 2025, Ed Motta teria chamado o funcionário de “paraíba filho da p…” e ameaçado agredi-lo, afirmando que “a próxima é tipo pular o balcão e pegar ele”. Em outro trecho, o músico disse que a situação seria “a Tijuca contra o Nordeste”, em referência à origem nordestina do trabalhador. As falas passaram a integrar a investigação da Polícia Civil, que apura acusações de injúria por preconceito e xenofobia.
A confusão ganhou repercussão após o episódio de 2 de maio, quando o cantor se irritou com a cobrança de taxa de rolha e o desentendimento terminou em tumulto, agressões físicas e arremesso de cadeira. Funcionários relataram ainda comentários preconceituosos e transfóbicos feitos por integrantes do grupo do artista. Ed Motta prestou depoimento na 15ª DP, negou as acusações e afirmou ter “amplo respeito pelos nordestinos”, destacando sua própria origem familiar. Ele admitiu ter se exaltado e arremessado uma cadeira, mas negou intenção de atingir funcionários.
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