
Após cinco rodadas de negociação sem consenso com o Sinepe-BA, o sindicato patronal das escolas particulares, os professores da educação básica da rede privada da Bahia decidiram, nesta terça-feira (9), decretar estado de greve. A decisão foi tomada por unanimidade durante assembleia geral promovida pelo Sinpro-BA, em Salvador, e marca um novo capítulo na luta da categoria por melhores condições de trabalho.
Entre as principais reivindicações estão a manutenção integral das bolsas de estudo para filhos de professores e a preservação do recesso junino tradicional, pontos que o sindicato patronal propôs alterar na nova Convenção Coletiva de Trabalho. As mudanças sugeridas geraram forte reação entre os docentes, que consideram as medidas um retrocesso nos direitos conquistados.
Em nota, o Sinepe-BA afirmou que busca “soluções consensuais” e defende ajustes que garantam “sustentabilidade dos benefícios a longo prazo”. Já o Sinpro-BA reforçou que a categoria permanece mobilizada e alerta para uma possível paralisação, caso não haja avanço nas negociações nos próximos dias.
O estado de greve não implica suspensão imediata das aulas, mas sinaliza que os professores estão dispostos a endurecer o movimento caso o impasse persista. Novas assembleias devem ocorrer ainda nesta semana para definir os próximos passos e avaliar propostas de mediação.
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