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Saúde Pública Fiscalização

Anvisa alerta que canetas emagrecedoras do Paraguai não são equivalentes ao Mounjaro

Agência afirma que produtos comercializados de forma irregular no Brasil não possuem registro sanitário

07/07/2026 às 16h19
Por: Redação Fonte: Metro1
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Reprodução/Freepik
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou que as canetas emagrecedoras fabricadas no Paraguai e vendidas de forma irregular no Brasil não podem ser tratadas como equivalentes ao Mounjaro. O esclarecimento foi divulgado após análises laboratoriais identificarem a presença da tirzepatida, substância ativa utilizada no medicamento aprovado para tratamento de diabetes tipo 2 e amplamente empregada no controle da obesidade.

De acordo com a Anvisa, os exames realizados pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Universidade Estadual de Campinas (CIATox/Unicamp) confirmaram apenas a existência do princípio ativo, sua concentração e sua estrutura molecular. No entanto, esse resultado, por si só, não comprova que os produtos apresentem o mesmo desempenho terapêutico ou ofereçam o mesmo nível de segurança do medicamento regularizado.

O órgão explicou que a equivalência entre medicamentos depende de uma série de estudos científicos e testes regulatórios capazes de demonstrar qualidade, eficácia e segurança. Essas avaliações incluem análises de estabilidade, biodisponibilidade, controle de fabricação e outros requisitos técnicos previstos na legislação sanitária brasileira.

Outro ponto destacado pela agência é que as canetas produzidas no Paraguai não possuem registro junto à Anvisa, etapa obrigatória para que qualquer medicamento possa ser comercializado legalmente no país. Sem essa autorização, os produtos não passaram pela avaliação regulatória necessária para verificar se atendem aos padrões exigidos pelas autoridades de saúde.

Além disso, as amostras analisadas não foram submetidas a exames considerados essenciais para garantir a segurança dos usuários, como testes de esterilidade, investigação de impurezas e verificação da presença de contaminantes que possam comprometer a saúde.

Diante desse cenário, a Anvisa orienta a população a não adquirir medicamentos de origem irregular e reforça que apenas produtos registrados e autorizados para comercialização no Brasil oferecem garantias de qualidade, eficácia e segurança respaldadas pelos processos de fiscalização e controle sanitário.

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