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Mundo Pandemia

Reino Unido sofre com nova onda de covid-19

Principais autoridades britânicas passaram a recomendar "restrição social" para reduzir número de casos

16/12/2021 às 15h30 Atualizada em 16/12/2021 às 16h09
Por: Redação Fonte: AFP
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LEON NEAL / GETTY IMAGES EUROPE / POOL / AFP
LEON NEAL / GETTY IMAGES EUROPE / POOL / AFP

A principal autoridade médica para a covid-19 na Inglaterra pediu na quinta-feira (16) que os britânicos escolha suas "prioridades" para reduzir as interações sociais antes do Natal, com o objetivo de conter a propagação da variante ômicron do coronavírus.

Um dos países mais atingidos na Europa pela pandemia, com quase 147.000 mortos, o Reino Unido enfrenta um avanço muito rápido da nova variante, altamente contagiosa.

Para "reduzir as chances de se contrair, ou de transmitir o vírus", o diretor médico da Inglaterra, Chris Whitty, considerou "sensato que as pessoas reduzam seu contato com outras no trabalho, assim como as interações sociais que consideram menos importantes".

"Não quero dizer às pessoas que elas devem fazer isso, ou aquilo", afirmou ele, diante de uma comissão parlamentar, explicando que "se trata de dizer a elas 'este é o momento de priorizar'".

"Se o mais importante para eles, nos próximos dez dias, é ir a uma partida de futebol, essa é sua prioridade. Priorizem as coisas que realmente importam para vocês" antes das festas de fim de ano, frisou. 

Nas últimas 24 horas, o Reino Unido registrou um recorde de 78.610 casos positivos. É o maior número desde o início da pandemia em 2020, de acordo com dados oficiais. 

Diante do aumento dos casos, muitos britânicos já cancelaram seus planos, para se preservarem antes de suas reuniões familiares por ocasião do Natal.

Para evitar que os hospitais fiquem lotados, o governo britânico aposta em uma campanha de vacinação de reforço sem precedentes e que contará com o apoio do Exército e de milhares de voluntários.

O objetivo é aplicar uma terceira dose a todos os adultos até o fim do ano. 

O Executivo também impôs restrições adicionais, apesar da rebelião de uma parte da maioria conservadora. Entre estas medidas estão o teletrabalho, o uso obrigatório de máscara em ambientes fechados e a apresentação do passaporte sanitário para se ter acesso a grandes eventos, como partidas de futebol, ou a determinados estabelecimentos, como clubes noturnos.

 

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