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Ataque dos EUA em aeroporto de Bagdá mata general e Irã promete 'retaliação severa'

Ataque dos EUA em aeroporto de Bagdá mata general e Irã promete 'retaliação severa'

03/01/2020 às 11h52 Atualizada em 03/01/2020 às 14h52
Por: Redação
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Ataque dos EUA em aeroporto de Bagdá mata general e Irã promete 'retaliação severa'

Por: Associated Express / Foto: Divulgação

O Irã prometeu "retaliação severa" aos Estados Unidos após a morte do comandante das Forças Quds, uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã, o general Qassem Soleimani, em um bombardeiro no Aeroporto Internacional de Bagdá.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, alertou que uma "retaliação severa está aguardando" Washington após o ataque aéreo que resultou na morte do general, chamando Soleimani de "face internacional da resistência". Khamenei declarou três dias de luto.

A televisão estatal iraniana chamou a ordem de Trump de matar Soleimani de "o maior erro de cálculo dos EUA" desde a Segunda Guerra. "O povo da região não permitirá mais que os americanos fiquem", afirmou.

O governo americano diz que matou Soleimani porque ele "estava desenvolvendo ativamente planos para atacar diplomatas americanos e membros do serviço no Iraque e em toda a região". Também acusou o general de aprovar os protestos na embaixada americana em Bagdá no início desta semana.

A morte de Soleimani marca uma forte escalada no impasse entre Washington e Teerã, que passou por diversas crises desde que o presidente americano, Donald Trump, se retirou do acordo nuclear de 2015 e impôs sanções ao país persa.

O assassinato, e uma eventual retaliação do Irã, podem acender um conflito que envolve toda a região, colocando em risco as tropas americanas no Iraque, na Síria e em demais territórios.

Trump autorizou bombardeio


O presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou o bombardeio no Iraque que matou o comandante das Forças Quds - unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã -, o general Qassem Soleimani, nesta sexta-feira (pelo horário local), informou o Pentágono. 

Além de Soleimani, foi morto também o iraquiano Abu Mahdi al-Muhandis, alto comandante de uma milícia apoiada pelo Irã conhecida como Forças de Mobilização Popular do Iraque. Eles estavam em um comboio que seguia na estrada que leva para o Aeroporto Internacional de Bagdá quando foram atingidos pelo bombardeio.

Em comunicado, o Departamento de Defesa dos EUA disse que Soleimani planejava atacar diplomatas e funcionários americanos "no Iraque e por toda a região".

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