
Na última terça-feira (15), um estudo realizado por cientistas dos Estados Unidos, apresentado na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas, em Denver, mostrou que a mulher recebeu um transplante sanguíneo de células-tronco para o tratamento de leucemia e ficou livre do vírus por 14 meses após interromper o tratamento com medicamentos antirretrovirais.
Conforme publicação da CNN Brasil, os médicos e cientistas da Weill Cornell Medicine, que realizaram o transplante, indicaram os diagnósticos sugerem uma cura.
As células do doador transplantadas apresentavam uma mutação que as tornam resistentes à infecção pelo HIV, como já aconteceu em outros dois casos. "Este é agora o terceiro relato de cura neste cenário, e o primeiro em uma mulher vivendo com HIV", disse Sharon Lewin, presidente eleita da Sociedade Internacional de AIDS, em comunicado.
Ainda segundo a publicação, Lewin também revelou que os transplantes de células-tronco não são uma estratégia viável para curar a maioria das pessoas que vivem com HIV. Mas o estudo "confirma que uma cura para o HIV é possível e fortalece ainda mais o uso da terapia genética como uma estratégia viável para a cura do HIV", declarou.
O estudo sugere ainda que é possível fazer o transplante sem precisar temer um efeito colateral chamado doença do enxerto contra o hospedeiro, onde o sistema imunológico do doador ataca o sistema imunológico do receptor.
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