
O governador Rui Costa (PT) decidiu recuar da postura adotada anteriormente e afirmou que irá esperar mais um pouco antes de anunciar o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras na Bahia. De acordo com o gestor, mesmo com o baixo número de casos oficiais de Covid-19, tem que existir um alerta quanto a subnotificação.
“Nós vamos acompanhar, nós ainda temos cerca de 1.500 pessoas contaminadas, e temos cerca de 110 pacientes ainda na UTI. Significa que o vírus ainda está circulando. 1500 pessoas, já que os municípios praticamente não estão fazendo mais exame, significa que o número é maior do que esse, já que não faz exame, e graças à vacina os efeitos são mais leves”, falou Rui Costa.
Apesar da cautela de Rui Costa, algumas cidades já decidiram por suspender o uso de máscaras em locais abertos, como é o caso de Feira de Santana, Porto Seguro e Vitória da Conquista. Em Salvador, o prefeito Bruno Reis (UB) afirmou ser favorável à desobrigação e tem cobrado uma ação do governador.
No entanto, de acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), entes da federação tem autonomia para tomar decisões, o que dá direito à Prefeitura de Salvador para, se julgar ideal, colocar fim a obrigatoriedade do uso de máscaras.
“Não, não está indo contra. Eu acho que, assim, o julgamento do STF dá liberdade para os entes federados tomarem a decisão”, afirmou o governador, que completou ao dizer que não quer “criar polêmica” em torno do assunto.
“Se algum prefeito ou prefeita considera seguro, ele está tomando a medida. Eu acho que ainda não há segurança, portanto, a gente vai aguardar um pouco mais para decidir”, concluiu.
De acordo com dados da Secretaria de Saúde da Bahia atualizados na última segunda-feira, 28, a Bahia conta com 1.275 casos ativos de Covid-19, em uma queda constante. A taxa de ocupação das UTIs destinadas ao tratamento da doença é de 19%, com 98 dos 508 leitos ocupados.
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