
O gerente-geral do Banco do Brasil em Mata de São João, Sérvio Teles, recebeu a reportagem do site Notícias no Ar, para falar sobre os produtos que estão sendo oferecidos aos clientes em tempos de pandemia.
Sérvio falou também sobre as implementações físicas que estão sendo feitas na agência visando dar uma melhor comodidade aos clientes.
NA: Fale um pouco sobre essas novidades que estão sendo implementadas aqui para a população de mata de São João, como a colocação desse enorme toldo com capacidade para proteger várias pessoas.
SL: Há muito tempo, desde março a gente vem tentando implementar essa condição para o nosso cliente, mas assim, tivemos muitas dificuldades porque essa rua aqui é uma rua muito movimentada, temos aqui o Correio, nós temos a Secretaria da Saúde, o próprio Banco do Brasil e uma rua de acesso a Praça da Paquera, então assim, na rua não se podia fazer, foi feito um estudo e não tivemos condição de fazer, então nós teríamos que fazer aqui na área do passeio do banco e na garagem, mas para isso a gente precisava de autorização da área de segurança, e assim, o projeto de segurança do banco ele é aprovado na Polícia Federal, então toda essa estrutura e qualquer inovação que se faça no que está lá aprovado tem que ter o aval de lá também, então por isso que demorou tanto, mas desde abril, maio a gente já vem tentando trazer essa estrutura pra cá.

Sérvio Lemes, gerente do Banco do Brasil em Mata de São João vem se destacando na região.
(Foto: Linho Sant'anna)
NA: Sérvio fale um pouco mais sobre essa situação de estrutura de atendimento. Quais são os horários que o banco hoje está adotando para atender os seus clientes?
SL: Na verdade nós antecipamos em uma hora, por conta principalmente do cliente que vem da zona rural e também dos idosos, então a partir das 09h00 a gente já está atendendo aqui, o horário mesmo do grosso do atendimento começa de 10h00 e vai até às 14h00, mas a partir das 09h00 a gente já está fazendo o atendimento.
NA: Pra falar um pouco sobre os projetos para a zona rural, essa questão da agricultura familiar, como é que o Banco do Brasil hoje está posicionado para atender a esses pequenos agricultores?
SL: Nós atendemos por volta de vinte a vinte e cinco projetos da agricultura familiar, inclusive já estamos tendo resultados positivos, venda de produtos para a ceasa, para a merenda escolar da prefeitura de Mata, também está tendo muitas vendas para Salvador, e assim vamos retomando. Nós somos um total de oito funcionários aqui, mas estamos exatamente com quatro. Um de férias e os outros três em home-office em função da idade e de outras comorbidades. Mas assim nós estamos retomando esse processo, a partir do dia 20 de agosto a gente vai retomar, nós já temos alguns projetos aqui que vamos acompanhar e já vamos se Deus quiser reiniciar o aporte de recursos para investimentos e custeio também.

Mesmo com o número reduzido de funcionários por conta da pandemia, a agência mantém a qualidade dos serviços prestados.
(Foto: Linho Sant'anna)
NA: Com relação a essas linhas de crédito, o Banco do Brasil tentando diminuir os impactos da pandemia na população, nos seus clientes de uma maneira geral, dispõe de uma linha de crédito para micro e pequeno empreendedor aqui em Mata de São João?
SL: Nós temos a linha de capital de giro que é própria do banco, temos o PRONAMP, nós conseguimos fazer aqui em torno de dez operações do PRONAMP, já temos em carteira aqui mais dez em análise. Estamos com uma expectativa muito boa que seja lançada uma linha de crédito para os MEI, e até para a economia informal, nós temos aqui uma linha chamada MPO, estamos muito ansiosos pelo lançamento dessa linha porque a gente sabe que a retomada da economia vai precisar do capital de giro, a gente sabe da necessidade que houve, do sacrifício do comércio ter fechado por um tempo e para se iniciar toda essa atividade econômica que esperamos que em setembro, outubro, esteja a todo vapor, as empresas vão precisar de capital de giro e podem contar com o Banco do Brasil. Não estou advogando em causa própria, mas eu tenho trinta anos de banco e trinta anos de experiência com empresas, então o que estiver ao meu alcance eu vou fazer para ajudar a população.
NA: Quem quiser ter acesso a esses créditos, nesse regime de atendimento que está o banco, o que as pessoas precisam fazer para terem essas informações e também possam vir a efetuar essas operações?
SL: Muito importante essa pergunta, o que eu peço a população é que no horário de 09h00 as 10h00 até às 11h00 o horário aqui é muito concorrido, e principalmente a gente tenta priorizar esse atendimento ao pessoal da zona rural que tem que se deslocar e retornar para as suas residências e também para os idosos. Então quando dá por volta de 11h30, 12h00 o atendimento aqui é mais tranquilo, nós temos feito um esforço de atender a todas as pessoas que batem a porta do banco, inclusive nós estamos atendendo a clientes de Dias D’Ávila e de Pojuca porque lá os atendimentos estão comprometidos, nós estamos atendendo a todo mundo. Peço ao pessoal um pouco de paciência porque nós estamos em quatro, quer dizer agente tem que fazer a triagem porque não pode entrar todo mundo, na verdade o banco central exigiu dos bancos apenas os atendimentos essenciais, mas nós aqui dentro das nossas possibilidades nós estamos fazendo todos os atendimentos possíveis que estão sendo demandados aqui na agência.
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