
A Comissão de Educação e Cultura (CE) aprovou nesta terça-feira (23) projeto que concede título de Capital Nacional do Sururu para Maceió, capital de Alagoas.
O PL 1.051/2022 , do senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL), recebeu parecer favorável do relator, senador Efraim Filho (União-PB). Se não houver recurso para votação em Plenário, o texto será enviado para a Câmara dos Deputados.
O sururu encontrado em lagoas de mangue. O mexilhão é fonte de renda para diversas famílias alagoanas, que dele se alimentam e o vendem, disseminando essa cultura alimentar entre os turistas. O molusco também faz parte de diferentes receitas típicas da culinária local, como o sururu ensopado no leite de coco e o sururu de capote, em que ele é cozido dentro da concha.
Para o senador Rodrigo, o projeto é um meio de reconhecimento do alimento, que já é patrimônio imaterial do estado. “Uma das heranças das belas lagoas do estado é o sururu. A grandeza do sururu de capote, iguaria que alimenta várias famílias alagoanas e multidões de turistas, ultrapassa o caráter meramente alimentar e permeia o imaginário local que está enraizado na cultura e na identidade do Estado”, expôs.
Efraim defende que o significado cultural que a iguaria apresenta para os alagoanos deve ser ressaltado. “Não podia deixar de ser Maceió, a bela capital de Alagoas, a cidade que melhor representa a presença do sururu no estado em suas dimensões social, econômica e cultural”, diz.
— Quero fazer uma homenagem às mulheres que passam as suas vidas catando mariscos e às vezes são injustiçadas. Essas marisqueiras ficam dias ao sol e têm problemas de saúde. Fazendo hoje uma homenagem a Maceió, fazemos uma homenagem a elas — disse a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).


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