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Saúde Tecnologia

Cirurgia vascular para prevenir AVC é realizada pela primeira vez no Brasil

Hospital de Clínicas de Porto Alegre foi o responsável pela cirurgia, que atua em placas de gordura e cálcio capazes de provocar AVC

28/08/2024 às 16h58
Por: Redação Fonte: Tribuna da Bahia / CNN Brasil
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Kriangkrai Thitimakorn/GettyImages
Kriangkrai Thitimakorn/GettyImages

Uma cirurgia vascular na artéria carótida, nunca antes realizada no Brasil, foi feita no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) no último dia 8. O objetivo do procedimento é atuar em placas de gordura e cálcio que são capazes de provocar um acidente vascular cerebral (AVC). De acordo com o médico do Serviço de Cirurgia Vascular Periférica do HCPA, Alexandre Araujo Pereira, a litotripsia intravascular na carótida já é feita na Europa e nos Estados Unidos.

A litotripsia intravascular consiste na introdução de um balão que emite ondas de choque ultra sônicas que quebram as placas calcificadas existentes no interior das artérias, o que evita que elas se fechem.

A técnica costuma ser utilizada no sistema circulatório do coração e eventualmente nas pernas. Desta vez, um cateter de apenas 2 milímetros foi introduzido na virilha e levado até o pescoço. Depois do uso do balão, um stent foi colocado para prevenir novos entupimentos das artérias. “É um procedimento mais efetivo para placas complexas e de difícil tratamento e que pode reduzir a chance de um AVC”, explica Pereira.

A paciente que recebeu o tratamento inédito no país, tem 75 anos e já passou por um AVC anteriormente. Ela recebeu apenas anestesia local e ficou acordada durante o procedimento. “Outra vantagem é que o pós cirúrgico é mais rápido. Em 24 horas, já foi possível dar alta para a paciente”, afirmou o médico.

Apesar da novidade, o chefe do Serviço de Cirurgia Vascular Periférica do HCPA, professor Marco Aurélio Grudtner, explica que a litotripsia ainda é um procedimento restrito.

“O uso pode beneficiar particularmente pacientes com placas extremamente calcificadas, nos quais o stent pode não se adaptar adequadamente ao vaso. […] Ainda são necessários mais estudos para definir os critérios de utilização”, afirma.

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