
No último dia 21 de fevereiro, a empresa Stanley Oil, em parceria com o deputado estadual Radiovaldo Costa (PT), anunciou a instalação de uma refinaria na cidade de Alagoinhas. O anúncio repercutiu fortemente no litoral norte e agreste baiano, despertando expectativas quanto à geração de empregos e ao fortalecimento econômico local. No entanto, uma análise mais detalhada do projeto levanta dúvidas sobre sua viabilidade técnica e a real dimensão do empreendimento.
O uso do termo "refinaria" causou grande impacto na população, que vislumbrou a possibilidade da chegada de uma indústria de grande porte para a cidade, especialmente diante do histórico de anúncios semelhantes que nunca se concretizaram. Em gestões passadas, o ex-prefeito Joaquim Neto (PSD) divulgou a chegada de empresas como a Dore Refrigerantes e a fábrica da Império, projetos que não saíram do papel. O novo anúncio reacendeu a esperança de desenvolvimento econômico e atraiu a atenção de empresas que começaram a se preparar para atender a suposta demanda que surgiria.
Outro ponto que merece destaque é a nomenclatura utilizada no anúncio. Embora a palavra "refinaria" remeta a unidades de grande porte como a Refinaria Landulpho Alves (Rlam), localizada na Bahia, o que de fato está sendo proposto é a implantação de uma processadora de óleo de pequeno porte, especializada na produção de óleo lubrificante para motores. A diferença conceitual é significativa e pode gerar frustração entre aqueles que esperavam um impacto econômico de grande magnitude
A Stanley Oil vem a público esclarecer as recentes informações divulgadas na imprensa sobre seu enquadramento empresarial e a viabilidade do projeto de instalação de uma refinaria de petróleo na cidade de Alagoinhas, no estado da Bahia.
Embora a Stanley Oil seja uma empresa constituída em 2021 e esteja enquadrada como Microempresa (ME), detalhe meramente contábil, seus sócios possuem vasta experiência no mercado de petróleo, asfaltos e reciclagem, contando com expertise consolidada no setor. A empresa opera em conformidade com as regulamentações vigentes e, ao ser estabelecida em Alagoinhas, atenderá integralmente às normas dos órgãos reguladores, incluindo a ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, garantindo a segurança, qualidade e conformidade das suas operações. Como também passará a se chamar CBR BRASIL – COMPANHIA BRASILEIRA DE REFINO S/A., empresa de Sociedade Anônima de capital fechado, onde neste ato os acionistas investidores contemplarão no quadro societário.
O investimento previsto para a primeira fase do projeto é da ordem de R$ 500.000.000,00 (quinhentos milhões de reais), com potencial expansão para R$ 1 bilhão de reais em sua segunda fase. Os recursos financeiros para viabilização da refinaria serão provenientes de capital próprio, investimentos privados, e Governo Federal. É importante salientar que o enquadramento atual da Stanley Oil como ME em nada compromete a idoneidade da empresa ou de seus sócios, nem interfere na capacidade da companhia de executar e gerir um empreendimento dessa magnitude.
Foram cogitados anteriormente outros municípios nos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, mas infelizmente a questão dos benefícios fiscais não foram suficientes para a implementação da planta.
A instalação da refinaria em Alagoinhas representa um grande avanço econômico para a região, gerando centenas de empregos diretos e indiretos, fortalecendo a economia local e proporcionando um crescimento sustentável para toda a comunidade.
Conforme reunião realizada no dia 21/02 com o Prefeito de Alagoinhas Gustavo Augusto (PSD), e suas lideranças, e diante das informações apresentadas pelo Governo Municipal sobre os incentivos fiscais locais e estaduais, bem como a potencialidade da região, reafirmamos nosso interesse em assinar, no próximo dia 13/03, o protocolo de intenções com o Município e com o Estado.
Reafirmamos nosso compromisso com a transparência, responsabilidade socioambiental e desenvolvimento econômico da Bahia, e esperamos que tal empreendimento não sirva para brigas políticas e interesses pessoais, mas sim, que as autoridades locais se unam para o crescimento e desenvolvimento do município. Portanto, ficamos abertos ao diálogo com a sociedade e autoridades para esclarecimentos adicionais.
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