
Os trabalhadores do transporte coletivo de Salvador decidiram, em assembleia realizada nesta quinta-feira (15), entrar em estado de greve. A decisão unânime abre caminho para uma paralisação que pode ser deflagrada a partir da próxima semana, uma vez que a legislação exige aviso prévio de 48 horas.
Segundo Fábio Primo, diretor do Sindicato dos Rodoviários, as negociações com as empresas estão travadas há um mês. O principal ponto de discordância é a exigência patronal de eliminar folgas aos domingos e reintroduzir o banco de horas como contrapartida a possíveis reajustes salariais.
Uma mediação está marcada para esta sexta-feira (16) na Superintendência Regional do Trabalho, quando as partes tentarão evitar a greve. Jorge Castro, representante do Sindicato das Empresas de Transportes (Seteps), preferiu não se manifestar antecipadamente, aguardando o desfecho das tratativas oficiais.
O anúncio ocorre duas semanas após uma ação organizada pelos rodoviários que atrasou em quatro horas a saída de ônibus das garagens G2 (Plataforma) e G3 (OT Trans). O protesto afetou 69 linhas que atendem bairros como Sussuarana, Tancredo Neves, Pirajá e Castelo Branco, deixando temporariamente 430 veículos parados.
Na ocasião, a frota emergencial foi redistribuída para minimizar os impactos, mas a categoria alertou que medidas mais contundentes seriam tomadas caso as negociações não avançassem. Agora, com o decreto de estado de greve, a capital baiana se prepara para possíveis transtornos no transporte público caso um acordo não seja alcançado nas próximas horas.
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