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Economia Segurança digital

Novas regras do Pix entram em vigor com verificação reforçada contra fraudes

Banco Central implementa checagem obrigatória de dados na Receita Federal para aumentar segurança nas transações instantâneas

01/07/2025 às 18h11
Por: Redação Fonte: Notícias no Ar
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Bruno Peres/Agência Brasil
Bruno Peres/Agência Brasil

O sistema Pix ganhou uma camada extra de proteção a partir desta terça-feira (1º) com a implementação das novas regras de segurança anunciadas pelo Banco Central. O principal destaque é a obrigatoriedade de instituições financeiras cruzarem os dados cadastrais das chaves Pix com as informações da Receita Federal, medida que visa combater especificamente fraudes envolvendo o uso indevido de identidades alheias.

Como funcionam as novas verificações

  • Bancos devem conferir se nome, CPF ou CNPJ batem com a base oficial

  • Validação abrange todos os tipos de chave (celular, e-mail, CPF/CNPJ ou aleatória)

  • Sistema afeta principalmente cadastros irregulares (cerca de 1% do total)

  • Transações existentes continuam normais para usuários regulares

O BC enfatizou que a medida não tem relação com situações financeiras dos usuários, descartando boatos sobre bloqueio por inadimplência. "Isso é fake news. A verificação serve exclusivamente para conferir a autenticidade das informações cadastrais", explicou a autoridade monetária em comunicado.

Impacto na segurança
A atualização fecha uma brecha explorada por golpistas que criavam chaves com nomes falsos para aplicar fraudes. Agora, qualquer divergência entre os dados informados e os registros oficiais impedirá o cadastro. Para os 150 milhões de usuários do Pix, a mudança ocorre de forma transparente - apenas quem tentar registrar novas chaves com informações inconsistentes será notificado para regularização.

Especialistas em segurança digital comemoram a iniciativa: "Esse cruzamento automático com bases oficiais é um avanço significativo no combate aos golpes financeiros", avalia Mariana Santos, consultora em pagamentos digitais. O BC reforça que a medida preserva a agilidade do Pix enquanto fortalece a proteção dos usuários, mantendo o Brasil na vanguarda dos sistemas de pagamento instantâneo.

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