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Economia Desdobramento

Bahia é o 2° estado do Nordeste mais impactado por taxa de 50% sobre produtos brasileiros

Tarifa dos EUA ameaça exportações baianas

11/07/2025 às 16h16
Por: Redação Fonte: Notícias no Ar
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A imposição de tarifas de 50% sobre exportações brasileiras pelos Estados Unidos atingirá fortemente a Bahia, segundo estudo da Sudene. O estado aparece como o segundo mais vulnerável do Nordeste – atrás apenas do Ceará –, com perdas concentradas em cacau (US$ 46 milhões) e pneumáticos (US$ 42 milhões) em 2025. Maranhão completa o trio de estados que representam 84,1% das vendas regionais aos EUA.

Panorama das exportações nordestinas:

  • Fluxo comercial 2024: US$ 1,58 bi (até junho)

  • Produtos ameaçados:
    • Ceará: aço, frutas e calçados (alto valor agregado)
    • Bahia: cacau, óleos e pneus
    • Maranhão: minérios e pastas químicas

Efeito dominó na economia:
José Farias, coordenador da Sudene, alerta que a taxação pode:
▶︎ Reduzir competitividade de produtos com valor agregado médio
▶︎ Provocar migração de compradores para outros mercados
▶︎ Afetar cadeias produtivas locais, especialmente agricultura familiar
▶︎ Gerar perdas de PIB e empregos na região

Contraponto estratégico:
Danilo Cabral, superintendente da Sudene, questiona a medida: *"Os EUA importaram US$ 6 bi em produtos norte-americanos pelo Nordeste em 2024. Com reciprocidade, eles perdem mais do que ganham"*. Em 2024, Bahia, Ceará, Maranhão e Pernambuco lideraram exportações regionais (US$ 2,5 bi).

Consequências ampliadas:
Além do impacto direto, Farias destaca riscos para:

  • Indústrias de commodities (cacau, minérios)

  • Pequenos produtores integrados às cadeias exportadoras

  • Balança comercial de estados dependentes de manufaturados

Com a taxação prevista para 2025, a Sudene projeta redução imediata nas vendas e pressão sobre setores que sustentam 34 mil empregos diretos na Bahia. O estado busca alternativas para evitar rupturas em setores estratégicos.

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