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Economia Fraude

Funcionário do INSS desviou R$ 2,3 milhões com beneficiários fantasmas

Esquema criminoso usou dados falsos e transferências ilegais para saquear cofres públicos no Nordeste

20/07/2025 às 10h07
Por: Redação Fonte: Notícias no Ar
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Reprodução
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Um servidor do INSS manipulou sistemas internos para desviar R$ 2,3 milhões em benefícios previdenciários através de um esquema que utilizava identidades de falecidos e beneficiários inexistentes. Gilson Barbosa Machado, lotado na Agência da Previdência Social de Parnaíba (PI), realizava transferências ilegais com origem predominante em unidades do Maranhão, direcionando os valores para sete comparsas.

Método da fraude

Para operar o esquema, Machado forjava documentos pessoais como certidões de nascimento, RG e comprovantes de residência, inserindo dados falsos nos sistemas do INSS. As transferências interestaduais de benefícios serviam como "prova de vida" fictícia, permitindo saques mensais pelos integrantes do grupo.

Investigação e punição

Após análise em Tomada de Contas Especial pelo INSS, o caso chegou ao Tribunal de Contas da União (TCU) em novembro de 2023. Os ministiros identificaram organização criminosa e responsabilizaram todos os envolvidos: Gilson Machado sofreu cassação de aposentadoria, enquanto Felipe Oliveira de Araujo, Francisco das Chagas dos Santos, Isabel Cristina Pereira Oliveira de Sousa, Joanilda Passos do Nascimento, Jonathan Hans Silva Lima, Luiz Gonzaga Balbino de Lima e Maria do Socorro Pereira Lima foram condenados à restituição integral.

Em decisão unânime de 16 de julho, o TCU determinou a devolução dos R$ 2,3 milhões em até 15 dias. O caso expõe vulnerabilidades sistêmicas e reforça a necessidade de auditorias cruzadas na gestão de benefícios sociais.

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