
A Petrobras confirmou nesta quinta-feira (28) um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A vendida às distribuidoras. No entanto, graças ao programa de subsídio criado pelo governo federal, haverá um desconto de R$ 0,44 por litro, fazendo com que o aumento efetivo seja de apenas R$ 0,04.
O mecanismo de compensação foi estabelecido por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e terá validade de dois meses. O objetivo é reduzir os impactos da alta internacional do petróleo sobre os consumidores brasileiros. Os valores serão repassados diretamente a produtores e importadores pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Com o reajuste, a participação da estatal no preço final da gasolina C — mistura de 70% gasolina A e 30% etanol anidro — passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, o que representa um aumento residual de até R$ 0,03 nas bombas.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, já havia antecipado em abril que incentivos fiscais abririam espaço para ajustes sem impacto significativo ao consumidor. A medida ocorre em meio à escalada do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que elevou o preço do barril Brent em cerca de 30% desde fevereiro.
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