
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (29) que a bandeira tarifária amarela será aplicada nas contas de energia elétrica do mês de junho. Com a medida, os consumidores terão um acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Segundo a agência, a decisão foi motivada pela redução das chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que diminui a capacidade de geração das hidrelétricas e exige o acionamento de usinas termelétricas, cuja produção tem custo mais elevado.
Entre janeiro e abril, vigorou a bandeira verde, sem cobrança adicional, graças às condições favoráveis de geração. Agora, com a piora do cenário, a Aneel retoma a bandeira amarela.
O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, indica os custos reais da produção de energia. Na bandeira verde não há cobrança extra; na amarela, o acréscimo é de R$ 1,88 a cada 100 kWh. Já na bandeira vermelha, os valores são mais altos: R$ 4,46 no patamar 1 e R$ 7,87 no patamar 2.
Após encerrar 2025 com bandeiras vermelhas entre junho e novembro e amarela em dezembro, o sistema voltou à bandeira verde nos quatro primeiros meses de 2026. A mudança para a amarela reflete o início do período seco e a necessidade de maior equilíbrio na matriz energética.
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