
A Seleção Brasileira surpreendeu ao introduzir um recurso incomum nos treinos preparatórios para a Copa do Mundo de 2026: munhequeiras com visor, acessório tradicionalmente usado no futebol americano. O equipamento, visto nos braços dos zagueiros Gabriel Magalhães e Marquinhos, tem como objetivo facilitar a execução de jogadas ensaiadas em bolas paradas, recurso que pode ser decisivo contra defesas bem estruturadas.
O funcionamento é simples: as estratégias são escritas em papel e inseridas no visor da munhequeira, permitindo consulta rápida durante os treinos. No futebol americano, esse mecanismo substitui instruções gritadas pelos técnicos, que apenas sinalizam números para os atletas. No caso da Seleção, o uso deve se restringir às sessões de preparação, sem previsão de aplicação durante os jogos oficiais.
A aposta reflete a importância histórica das bolas paradas para o Brasil em Copas do Mundo. Os últimos três títulos da equipe tiveram gols de falta como protagonistas: em 1970 com Rivellino e Pelé, em 1994 com Branco e em 2002 com Roberto Carlos e Ronaldinho Gaúcho. Contudo, o último gol brasileiro de falta em Mundiais aconteceu em 2014, marcado por David Luiz.
A iniciativa mostra como a comissão técnica busca modernizar métodos de treino e explorar ao máximo um recurso que já foi decisivo em conquistas passadas. Em um cenário de defesas cada vez mais organizadas, a inovação pode ser um diferencial para recolocar a bola parada como arma letal da Seleção.
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