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Internacional Tecnologia

Inteligência artificial impulsiona desenvolvimento de vacinas contra famílias inteiras de vírus

Tecnologia criada por pesquisadores britânicos busca ampliar a proteção contra variantes e fortalecer a preparação para futuras pandemias

25/06/2026 às 14h17
Por: Redação Fonte: Notícias no Ar
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Divulgação/Sesab
Divulgação/Sesab

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, desenvolveram uma nova abordagem que utiliza inteligência artificial para projetar vacinas capazes de oferecer proteção contra grupos inteiros de vírus, em vez de atuar apenas sobre variantes específicas. A expectativa é que a tecnologia contribua para respostas mais rápidas e eficientes diante de futuras ameaças sanitárias.

Atualmente, a maior parte das vacinas é elaborada para combater um vírus determinado ou suas variantes conhecidas. No entanto, como esses microrganismos sofrem constantes mutações, a eficácia dos imunizantes pode diminuir ao longo do tempo, exigindo atualizações periódicas nas formulações.

Para superar esse desafio, a equipe britânica empregou algoritmos de inteligência artificial capazes de processar grandes volumes de dados genéticos de diferentes vírus pertencentes à mesma família. A partir dessa análise, o sistema identifica regiões biológicas compartilhadas entre eles, especialmente aquelas reconhecidas pelo sistema imunológico humano, permitindo o desenvolvimento de vacinas com potencial de proteção mais ampla.

A tecnologia já passou por uma fase inicial de avaliação clínica com um imunizante direcionado aos sarbecovírus, grupo que reúne vírus como o Sars-CoV e o Sars-CoV-2, responsável pela pandemia de Covid-19. Os resultados preliminares do estudo foram publicados em 18 de maio na revista científica Journal of Infection e indicam que a estratégia pode representar um avanço na busca por vacinas de alcance mais abrangente.

Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores ressaltam que a tecnologia ainda está em fase de desenvolvimento. Antes de uma eventual aplicação em larga escala, o método precisará passar por novas etapas de testes clínicos para comprovar sua eficácia e segurança, conforme os protocolos internacionais para aprovação de vacinas.

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