
O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou hoje (20) que processará o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, senador Renan Calheiros (MDB-AL), por abuso de autoridade e denunciação caluniosa. Renan incluiu Barros no relatório final da CPI como indiciado, junto com outras 65 pessoas.
Barros negou qualquer participação criminosa e afirmou que sua inocência teria sido provada nos depoimentos de outros investigados no esquema de compra de vacinas, como a Covaxin, da indiana Bharat Biotech. “Não vai dar em nada. Não tem fundamento e não será objeto de medidas do Ministério Público. São assuntos já esclarecidos”, disse ele, em declaração divulgada por sua assessoria.
“Foram 12 pessoas que negaram a minha participação. A CPI não pode ignorar o fato de que a investigação negou as suspeitas. Vou processar o senador Renan Calheiros”, acrescentou o deputado.
Segundo Renan, Barros participou de uma rede de venda de vacinas para o governo federal por meio de atravessadores, por um preço maior do que seria pago diretamente aos laboratórios fabricantes dos imunizantes. A negociação, segundo Renan, só não se concretizou porque foi exposta na CPI. No relatório, Barros foi indiciado por facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente.
“Com efeito, há indicativo da existência de uma associação estruturada, duradoura e organizada de pessoas, que, ao que tudo indica, buscavam a obter vantagem mediante a prática de fraude em processo de licitação junto ao poder público”, disse Renan no seu parecer.
Política Motta cria comissão para analisar PEC que reduz maioridade penal
Política Redes sociais causam polarização e isolamento político em jovens
Política Lula parabeniza Colômbia após eleição com vitória da direita
Racha? Michelle Bolsonaro expõe atrito com Flávio e revela afastamento após crise interna no PL
Política Governo enviará projeto à Câmara para aumentar limite do MEI
Política Roraima elege neste domingo governador para mandato tampão até 2027
Envolvimento PF mira Jaques Wagner em nova fase da Operação Compliance Zero e apura supostas vantagens ligadas ao Banco Master
Justiça STF condena Eduardo Bolsonaro por coação e tentativa de influenciar processo sobre trama golpista
Política Lula sanciona lei do Marco Legal do Transporte Público Coletivo 

