Sexta, 10 de Julho de 2026
27°

Tempo nublado

Mata de São João, BA

Dólar
R$ 5,11
Euro
R$ 5,83
Peso Arg.
R$ 0,00
Saúde Medicina

Curada do HIV, mulher argentina é esperança para médicos no combate à Aids

Os especialistas revelaram que a paciente, cujo ex-namorado morreu de Aids, não tinha o vírus causador da doença

18/11/2021 às 15h09
Por: Redação Fonte: Muita Informação
Compartilhe:
Agência Brasil
Agência Brasil

Chamada pelos médicos como paciente "Esperanza", a mulher argentina representa um avanço nas pesquisas pela cura da Aids no mundo e anima pesquisadores de todo planeta.

De acordo com pesquisadores, que após analisarem bilhões de células e tecidos da paciente, há 8 anos ela estava sem sinais da doença. A descoberta cria expectativas para as 38 milhões de pessoas que vivem com o HIV.

Um grupo de médicos de Harvard anunciou a descoberta em um grande encontro internacional de especialistas em HIV em março. Os especialistas revelaram que a paciente, cujo ex-namorado morreu de Aids, não tinha o vírus causador da doença. As descobertas foram agora confirmadas na revista científica Annals of Internal Medicine.

Existe outro caso emblemático de cura similar ao da argentina: o da norte-americana Loreen Willenbeg, de 67 anos, que apresentou a remissão em 2020.

Outros dois casos considerados como cura são específicos de pacientes que tiveram câncer e passaram por transplante de medula óssea com doadores que tinham genes resistentes ao HIV - e, como consequência, acabaram eliminando o vírus.

Para o infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ricardo Diaz, uma das maiores referências no assunto no país, o caso aumenta as possibilidades de estudo buscando a cura para a Aids: "é um caso muito raro, que apresenta uma oportunidade da gente estudar mecanismos que podem fazer com que a gente cure as pessoas".

O especialista esclarece que a paciente argentina fazia parte dos pacientes chamados de "controladores de elite", que não manifestam a doença, apesar de serem portadores do HIV.

Mas, mesmo esses grupos constumam ter desequilíbrios na imunidade ao longo da vida. "Esse caso mostra que além da gente conseguir controlar a infecção naturalmente - caso dos controladores de elite - podemos fazer o controle de forma ainda mais intensa e potente, para eliminar as partes do vírus que conseguem se multiplicar.', completa.

O infectologista esclarece que, assim como os outros pacientes em remissão, a argentina de 30 anos deve ser acompanhada pelos médicos e pesquisadores pelos próximos anos, para saber se, de fato, o vírus continua em remissão.

*Com informações da CNN Brasil.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Ele1 - Criar site de notícias