
Em mais um duro golpe ao crime organizado na Bahia, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) de Ilhéus, em parceria com as polícias Civil de Unaí (MG) e Militar da Bahia, desmantelou nesta quarta-feira (18) um sofisticado laboratório de produção de maconha de alta qualidade no município de Irecê.

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia
O local, segundo do tipo descoberto na região em apenas uma semana, era responsável por produzir maconha “gourmet”, uma variedade com alto teor de THC e grande valor de mercado. A droga era cultivada com sementes importadas, provavelmente da Europa, e produzida em escala industrial, com o uso de tecnologia avançada como irrigação automatizada e estruturas para controle ambiental e secagem.
Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia
A complexidade do laboratório e a alta capacidade de produção indicam que a organização criminosa atuante em Irecê dispunha de um expressivo poder financeiro e estrutura organizada. Estima-se que o grupo operasse na região há pelo menos dois anos, abastecendo facções criminosas em diversos estados brasileiros.

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia
Produção em larga escala
No interior do laboratório, as autoridades encontraram um pavilhão climatizado onde eram produzidos dois tipos de entorpecentes: a maconha gourmet e o haxixe, um concentrado de THC obtido a partir dos brotos e flores da planta. Todo o processo de cultivo, colheita, processamento e embalagem era realizado no local, transformando-o em um centro de produção completo e eficiente.

Comunicação Social da Polícia Federal na Bahia
Com uma produção estimada em cerca de oito toneladas de maconha por hectare e quatro safras anuais, o laboratório representava uma das maiores operações de cultivo de drogas da região. A descoberta desse esquema criminoso demonstra a capacidade das forças de segurança em combater o tráfico de drogas e desmantelar organizações criminosas altamente estruturadas.
Investigações em curso
A Ficco de Ilhéus segue investigando a organização criminosa responsável pela operação do laboratório, buscando identificar outros integrantes da quadrilha e mapear as rotas de distribuição da droga para outras regiões da Bahia e outros estados. A operação representa um duro golpe ao tráfico de drogas na região e demonstra a importância da cooperação entre as forças de segurança no combate ao crime organizado.


