
Salvador enfrenta a iminência de uma greve geral no transporte coletivo que pode deixar a cidade sem ônibus a partir da próxima quinta-feira (29). O Sindicato dos Rodoviários da Bahia confirmou a paralisação após três rodadas frustradas de negociação com as empresas do setor, mediadas pelo Ministério Público do Trabalho. A decisão foi aprovada por unanimidade em assembleia e será ratificada em uma nova reunião nesta quarta-feira (28), às 15h, na sede da entidade.
Principais Reivindicações e Impasse
Os trabalhadores exigem:
Reajuste salarial de 5% acima da inflação;
Cumprimento da escala de folgas, alegando mudanças abruptas;
Respeito à jornada máxima de 7 horas diárias, que estaria sendo violada.
Enquanto isso, as empresas apresentaram uma contraproposta considerada insatisfatória, incluindo:
Apenas 2,42% de reajuste salarial;
Fim do plano de saúde, argumentando a existência do SUS;
Manutenção da jornada parcial e compensação integral de horas extras.
Impacto e Posicionamento do Poder Público
A greve deve afetar milhares de passageiros, congestionando ainda mais o trânsito e prejudicando serviços essenciais. A Secretaria de Mobilidade (Semob) informou que o Consórcio Integra ajuizou dissídio coletivo e aguarda nova audiência no TRT-BA para tentar um acordo. A pasta reforçou a "expectativa de conciliação", mas a categoria segue firme na decisão de paralisação caso suas demandas não sejam atendidas.
Com o prazo se esgotando, a população se prepara para possíveis transtornos, enquanto sindicatos e empresas correm contra o tempo para evitar o colapso no transporte público da capital baiana.
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