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Segurança Medidas severas

Aplicativos prometem banir clientes envolvidos em casos de violência contra entregadores

Empresas afirmam "não tolerar ofensas ou agressões" a trabalhadores

22/04/2023 às 10h15
Por: Redação Fonte: Bruno Brito - Muita Informação
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Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Após os recentes episódios envolvendo agressões contra motociclistas que realizam entregas por aplicativos, as empresas prometem fechar o cerco e banir os responsáveis pela violência. O exemplo mais recente - de maior repercussão - foi o da ex-jogadora de vôlei Sandra Mathias Correia de Sá, que chicoteou com uma coleira o entregador Max Ângelo dos Santos, na semana passada, no Rio de Janeiro. Após o episódio, ela foi banida do iFood e da Rappi.

Em nota enviada ao Portal M!, o iFood informou que "não tolera ofensas ou agressões a entregadores e entregadoras nem manifestações de preconceito, assédio, bullying e incitação à violência".

De acordo com a empresa, os clientes que tiverem esse tipo de atitude serão "suspensos ou excluídos da plataforma, de acordo com o que está expresso nos Termos e Condições de Uso do aplicativo".

A nota informa ainda que também serão punidos, com a suspensão ou o cancelamento da conta, os clientes que "demonstrarem atitudes que envolvam homofobia, racismo, intolerância religiosa ou política, machismo, capacitismo - ou qualquer ação que diminua ou ofenda alguém".

Da mesma forma, a Rappi se posicionou através das redes sociais, informando que não tolera "nenhum tipo de preconceito ou agressão, sendo inaceitável qualquer comportamento desrespeitoso ou de discriminação".

Portal M! também buscou ter acesso ao número de denúncias recebidas pelas plataformas de possíveis agressões contra entregadores na Bahia. No entanto, nem o iFood e nem a 99, que também foi procurada pela reportagem, disponibilizaram a informação. A 99 afirmou que, neste momento, não iria colaborar com o Portal M! e, portanto, não forneceu nenhum tipo de dado ou declaração.

Também tentamos contato com a plataforma Zé Delivery e a Rappi, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.

Órgãos de segurança não disponibilizam dados

A reportagem também acionou a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) e a Polícia Civil da Bahia para ter acesso aos casos envolvendo agressões a motociclistas que realizam entregas por aplicativos. A SSP-BA informou que o contato deveria ser feito com a Polícia Civil. No entanto, o órgão informou que não dispõe de dados sobre o assunto.

Portal M! também questionou os órgãos de segurança sobre como funciona a atuação em casos de agressões, mas não houve qualquer resposta por parte da SSP ou da Polícia Civil.

Casos recorrentes

Além do recente caso no Rio de Janeiro, agressões contra motociclistas estão acontecendo com  frequência cada vez maior no país. Outro episódio do tipo ocorreu em Maceió, capital de Alagoas, no mês de janeiro. Na ocasião, um motociclista foi agredido porque não quis subir até o apartamento de uma mulher, que fez o pedido pelo aplicativo.

O Rio de Janeiro também já havia sido palco de outra agressão, em fevereiro, quando um agente penitenciário agrediu um entregador, após ele ter se negado a subir ao apartamento para fazer a entrega. A prática é vedada pelos aplicativos.

Também em fevereiro, o entregador Ellai Guedes, de Patos, no sertão da Paraíba, relatou nas redes sociais que uma cliente teria jogado um pote de açaí em seu rosto por causa de um atraso na entrega do pedido.

 

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