
O assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, afirmou nesta terça-feira (13) que não há qualquer previsão de encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a Assembleia Geral da ONU, marcada para setembro em Nova York. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Metrópole, após especulações sobre uma possível aproximação diplomática entre os dois líderes.
“Lula é sempre cortês, mas neste momento não vejo nos planos pedir um encontro. Não há clima político para isso”, afirmou Amorim. A fala ocorre em meio a tensões recentes entre os dois países, especialmente após declarações de autoridades norte-americanas criticando o sistema judiciário brasileiro e a atuação do ministro Alexandre de Moraes.
Segundo Amorim, a agenda de Lula na ONU será voltada para temas como justiça climática, combate à fome e fortalecimento da governança multilateral. O presidente brasileiro deve discursar na abertura da Assembleia, como é tradição, e participar de reuniões bilaterais com líderes da África, América Latina e Europa.
A ausência de diálogo com Trump, que busca retornar à presidência dos EUA nas eleições de 2026, é vista por analistas como uma escolha estratégica. Lula tem reforçado sua posição em defesa da democracia e da soberania dos países em desenvolvimento, enquanto Trump mantém uma retórica nacionalista e crítica às instituições multilaterais.
Amorim também comentou sobre o papel do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, destacando que o país continuará pressionando por reformas que ampliem a representatividade dos países do Sul Global. “O Brasil não pode ser apenas um participante — precisa ser um protagonista”, disse.
A participação de Lula na Assembleia da ONU será acompanhada por ministros das Relações Exteriores, Meio Ambiente e Direitos Humanos. A expectativa é que o Brasil apresente novos compromissos climáticos e propostas de cooperação internacional em áreas como saúde pública, segurança alimentar e combate à desigualdade.
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